terça-feira, 30 de junho de 2015

IR MAIS LONGE DE FORMA COLABORATIVA!



Seminário temático da Rede DLBC Lisboa reforçou dinâmica de rede participada.
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Contando  com a participação de mais de uma centena de instituições, o encontro  realizado no passado Sábado no Fórum Lisboa consolidou o processo de constituição da Rede como colectivo e  lançou simultaneamente vários desafios para o futuro que serão abraçados de forma criativa e participada. 


A participação  e intervenção de representantes de instituições como  a DG Régio – Comissão Europeia, da Agência para o Desenvolvimento e Coesão e da Área Metropolitana de Lisboa teve o grande mérito de clarificar, de forma informal, algumas questões que se colocam na elaboração da candidatura da segunda fase de qualificação e  sobretudo lançou alguma luz sobre o financiamento expectável, reformulando a leitura da comparticipação a 50% numa base mais coerente com a natureza das intervenções a realizar, ou seja a abordagem multifundos implicará a aplicação das regras dos fundos específicos.
Abordagem complementar
Nicolas Gharbi da DG Régio fez o enquadramento europeu da estratégia DLBC  que articulou com outras plataformas territoriais como as ITI – Intervenções Territoriais Integradas enquanto que Rosa Simões da Agência para o Desenvolvimento e Coesão foi particularmente pertinente na valorização desta nova abordagem como complemento de outras actuações como os CLDS, as RIS, as Redes Sociais, as Redes Família Escola, os BIP-ZIP no que classificou de “pacotes dinâmicos”.
Demétrio Alves , como representante da Área Metropolitana de Lisboa, apresentou vários alertas que para alem dos aspectos políticos comportaram uma dimensão prática e operacional como seja os prazos disponíveis para realizar esta operação com sucesso. A título de exemplo, a AML encara com muito pessimismo a possibilidade de nos próximos meses de Julho e Agosto serem cumpridas as várias funções previstas no processo nomeadamente a própria emissão de parecer da estrutura metropolitana.
Mesa redonda
A mesa redonda que abriu o debate entre os participantes do Seminário Temático contou com os contributos de Carlota Dias da DGE – Direcção Geral da Educação que referiu vários exemplos de práticas nas escolas associadas a programas como os TEIP – Territórios Educativos de Intervenção Prioritária que podem ser um bom ponto de partida para pensar futuras estratégias integradas de base local. Gonçalo Xufre, presidente da ANQEP – Agência Nacional para a Qualificação e do Ensino Profissional reafirmou a importância do ensino profissional nas estratégias locais de desenvolvimento. Desmistificou o ensino profissional como o “ensino dos mais pobres” e destacou os méritos próprios das modalidades de ensino que se interligam com a prática profissional não se limitando a abordagens teóricas. Neste plano retomou o conceito de competência (conhecimentos, aptidões e atitudes) como verdadeiramente útil para as organizações e as pessoas. Surpreendeu quando referiu que o curso de Medicina é o exemplo, por excelência, de ensino profissional. Referiu ainda que as  actividades de orientação, ou de encaminhamento. dos mais jovens, poderão ser exercidas pelas organizações de base local de forma particularmente eficaz, o que constitui um autêntico desafio para os futuros projectos DLBC .
Abordagens específicas
Miguel Lourenço do ACM – Alto Comissariado paras as Migrações foi categórico na necessidade de envolvimento das  empresas nas parcerias locais e recomendou a construção de soluções de emprego e empregabilidade com a participação dos mais jovens numa abordagem inclusiva. Maria José Domingos da Rede Europeia Anti-Pobreza relembrou que o combate à  pobreza não se limita ao quadro territorial e local já que existem trabalhadores que, apesar de estarem a trabalhar, são pobres. Recomendou que as parcerias locais se envolvam em processo de cooperação mais marcados pela partilha e menos focados na abordagem especializada de cada instituição que a compõe. Finalmente João Afonso, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, com o pelouro da área social, relembrou as práticas promissoras que podem ser identificadas nos programas em curso na cidade e sugeriu uma atitude inteligente de aproveitamento de todos os recursos associada a uma abordagem inovadora que a estratégia DLBC também exige.
Workshops à tarde
Da parte da tarde do Seminário Temático foram organizados workshops por áreas territoriais que envolveram uma centena de participantes que procuraram definir bases para o aprofundamento do diagnóstico e reflectiram sobre novas ideias para projectos de base local. Os workshops serviram ainda para facilitar ligações e interacções entre as entidades participantes com vista à realização de parcerias locais.
O encontro terminou com a apresentação das conclusões pelos relatores de cada um dos grupos de trabalho sendo certo que muitas das temáticas abordadas serão aprofundadas em iniciativas futuras do desenho da Estratégia de Desenvolvimento Local para a Cidade de Lisboa.
(Carlos Ribeiro - Caixa de Mitos)

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